quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Custa-me isto

1. Alex Telles? Parou-lhe o cérebro, que se há-de fazer...
2. Até fomos defendendo benzinho. Mas foi mesmo só isso. E o jogo não tem só 70 minutos.
3. Não me revi nada, mesmo nada na equipa, na estratégia, até no 11 e nas substituições. Tolhidos e na retranca. Se foi medo vão ter medo para casa que o Porto fez-se justamente por não temer os favoritos e poderosos.
4. Por que raio não jogamos com a nossa malha original?? Detesto esta modernice do equipamento alternativo!
5. Não me apetece falar do árbitro, até porque antes da brincadeira do Telles já eles abusavam da nossa timidez. Mas ao contrário ficava um aviso no lugar do segundo amarelo.
6. Se soubessem como me custam estes momentos... ainda para mais a Juventus...


#Saladejogos

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Leonardo Jardim e Bernardo Silva

Há qualquer coisa de especial no triunfo das não vedetas.
Não sei se é mais merecido ou mais justo. Mas sabe melhor (ou sabe-me melhor). Talvez seja por me sentir mais próximo e identificado.
A simplicidade de Bernardo Silva e de Leonardo Jardim (duas não vedetas cujo génio já brilha sem disfarce) são dois bons exemplos.
Ambos apareceram sem anúncio, sem parangonas e sem padrinhos. E ambos se exibem sem deslumbramento e sem filtros, para nosso deleite.
Merecem todas as «bocas abertas» que se espalham por esse mundo fora.

#Saladejogos

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Quotas nas cotadas já

A conversa das quotas - que sempre evitei por delas discordar - tem um reverso de que demasiado tarde me dei conta.
Eu sempre achei - e continuo a achar como ideal - que o caminho é o do mérito. E sendo assim, a introdução de quotas é um entorse sem sentido.
O problema deste meu ideal é que ele só serve, ou só tem servido, para barrar ou para justificar as promoções das mulheres. Há uma quase presunção de mérito nas promoções "deles" de que não gozam, por regra, as "delas". A verdade, contudo, é que quando olho às elites que "nos governam" (empresariais e não só) vejo lá muitos que não passaram pelo tal crivo do mérito. Reconheço-lhes os "méritos" mas neles nem sempre identifico o mérito. E se é assim - porque é muitas vezes - não verto uma lágrima pelo fim, à força, dessa desigualdade.
Como imaginam, não falo em causa própria (e também não estou a testar a minha "cotação"). Mas sinceramente (talvez infelizmente) a notícia de hoje de que as quotas imporão nomeações de mulheres nas sociedades cotadas é "bem feita".

#Escritório

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O livro de Cavaco

Escrevesse o que escrevesse, revelasse o que revelasse, fosse qual fosse o momento escolhido, os críticos seriam os mesmos, com o mesmo tom de desdém e os mesmos preconceitos de 30 anos.
A dada altura, tentava perceber como Cavaco se afirmou apesar deste ambiente adverso e de casta. Hoje, ironicamente, cada vez mais acho que foi por causa desse ambiente que Cavaco se fez.

E olhem que é pena não se libertarem dos vetustos preconceitos. É que é essencial para compreenderem o homem que os portugueses escolheram mais vezes, mais massivamente e por mais tempo. E sempre em democracia e liberdade (convém lembrá-lo, não vá o preconceito ignorá-lo).

#Escritório

A pior segunda-feira do ano está a chegar

Costumo gostar mais das sextas-feiras. Por muito cansado que chegue ao fim-de-semana, eu gosto das sextas-feiras.
Mas há semanas em que as sextas-feiras são piores que as segundas. E quem diz as segundas, diz as terças ou as quartas. Das quintas já não digo o mesmo (talvez seja dos tempos da «noite da mulher» – que por regra eram às quintas – mas a verdade é que das quintas gosto).
Esta semana, por exemplo, sexta-feira vai ser segunda. Mas não uma segunda-feira qualquer. Vai ser daquelas segundas-feiras em que não queremos mesmo sair da cama.
Entre máscaras e mascarinhas, birras e birrinhas, (e chuva, costuma haver chuva!), já fui avisado, a todo o transe e com a ansiedade nos píncaros, que esta sexta-feira vai ser segunda.
Vem aí a minha pior segunda-feira do ano: a sexta-feira de Carnaval na escola …

#Saladeestar

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A liberdade e os jornalistas

Naturalmente que os jornalistas são pessoas como quaisquer outras, com ideias, com clubes, com relações sociais e familiares. E não será exigível que se dispam totalmente dessas suas filiações "emocionais" (chamemos-lhes assim). Já não se compreende que uma manchete, uma denúncia, uma chamada de primeira página, uma crítica ao óbvio, o tom mais ou menos grave, sejam contidos (ou até negados) por submissão àquelas filiações "emocionais".

Para mim – consumidor e leitor – não é tanto um problema de alinhamento à direita ou à esquerda. É mesmo um problema de espírito crítico, de exigência e, no fundo, de jornalismo.

São poucos – cada vez menos e mais contados – os que se rebelam contra o seu próprio espartilho e cumprem o seu papel. A cada polémica, a cada embaraço à esquerda ou à direita, é vê-los, dependendo do alinhamento, com olhos mansos ou mesmo tolhidos, ou agressivos senão esbugalhados.

Estes episódios à volta da Caixa e de Mário Centeno, como ontem o dos swaps com Maria Luis Albuquerque, ou mesmo os anúncios governamentais de resultados macroeconómicos (seja qual for o governo ou conjuntura), são bem elucidativos de quão desinteressante e condicionada é, por regra, a cobertura jornalística. Uns adiam as notícias e ignoram o óbvio. Outros exploram com clamor e exagero. E, depois, há um enorme défice de análise crítica dos dados anunciados por cada governo (seja sobre o défice, sobre o desemprego, sobre o crescimento ou sobre a dívida e os juros).
A quase todos, em algum momento, parece faltar o distanciamento que se espera do profissional com carteira de jornalista.
Tendencialmente, os jornalistas têm de ser incómodos e exigentes com o poder. Um bom entrevistador ou repórter é aquele que faz perguntas difíceis. Um director de jornal não tem por que fugir ou promover manchetes favoráveis ao poder. Mas tem de gerar a confiança de que a manchete é crítica e rigorosa.

Podem faltar investidores e recursos financeiros ao jornalismo. Mas o que não pode faltar é sentido crítico e genuína independência. É certamente um problema de credibilidade. Mas é antes um problema de liberdade. E às tantas nem se apercebem disso.

#Saladeestar
#Escritório

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Dia dos namorados

Ah, para mim é dia dos namorados todos os dias … (que bonito e que sorte tem a vossa cara metade ...).
Esqueçam. Posso não ligar nada ao dia dos namorados. Mas também não é todos os dias, que isso seria um inferno de monotonia e canseira.

#Saladeestar